quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia da Matemática...


Preparação e Motivação...
Organização e Planejamento...
Execução e Treinamento...
Exposição!
 
Mangá by Isis Carla - 7ºD 2015
 
6 DE MAIO - DIA DA MATEMÁTICA!!
 
 
Desenho feito por Isis Carla - 7ºD e João Pedro 7ºD/2015
Mangá da Professora Mara
 
 
6 de maio, por quê ?
... em cordel
                     
 
A data pouco lembrada
é o dia 6 de maio
mas há tempos comemorada
pela sociedade matemática.

 Desde o ano de 2004
uma proposta surgiu
veio de uma deputada
que para a educação a instituiu.

E a partir desse momento
em junho de 2013
esta lei tão sonhada
enfim foi sancionada
pela presidenta do Brasil.
 
Foi passado muito tempo
pra que esta área do conhecimento
com suas aplicações e história
ganhasse reconhecimento.

Justa foi a homenagem
incentivando a cultura e o saber
deu-se o título à Malba Tahan
cujo pseudônimo precisou ter.

Milagre, santo de casa não faz não
pseudônimo estrangeiro
pra merecer publicação
Ali Salim Malba Tahan
árabe não era não.

Centenas de livros escreveu
história, didática, romance, recreação
o mais famoso “O homem que calculva
entre xeiques, vizires, magos e sultão.

Números para Malba seres vivos são:
felizes, mágicos, tabuada uma tribulação
para quê dar zero ao aluno
se tantos outros números hão?

Pra comemorar esta data
o carioca me inspira
com “Os números governam o mundo
uma exposição nos fascina.

A história da Matemática
foi registrada em monumento
o único existente no mundo
em Itaocara veio a intento.

Visionário e prefeito já era
tão jovem fez a homenagem
Carlos Moacyr de Faria Couto
com mil réis premiou
Italarico Alves.

Formas foram gravadas
conceitos, postulados e teorias
raiz quadrada, pi e binômios
logaritmos e trigonometria.

Preste agora muita atenção
Pra encerrar a nossa trova
Se Deus é o grande geômetra
Matemática é poesia da forma.”

Profª. Mara
 
 
 

 A EXPOSIÇÃO FOI UM SUCESSO, POIS FOI PRECEDIDA PELO ENVOLVIMENTO, ENTUSIASMO, DEDICAÇÃO, CARINHO E... MUITA PESQUISA REALIZADA PELOS ALUNOS DOS 7º ANOS DO SESC CIDADANIA!
 
 SIMPLESMENTE, AMAMOS!!!!!!!!!!
 
 
 

Vídeo NÚMERO 7 - EQUIPE 7ºE
Teatro de Fantoches

 



“Canção excêntrica”,
de Cecília Meireles.

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
– saudosa do que não faço,
– do que faço, arrependida.

FONTE: MEIRELES, Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 80.




CONVITE PARA A EXPOSIÇÃO:


DIVULGAR A MATEMÁTICA
QUE TEM TANTA APLICAÇÃO
É O SONHO DOS ALUNOS
QUE DERAM SUA CONTRIBUIÇÃO.
 
ASSIM SE ESTABELECEU
QUE A DIFICULDADE É UM MITO
E QUE APRENDER MATEMÁTICA
REQUER DEDICAÇÃO E CAPRICHO.
 
RACIOCÍNIO É NECESSÁRIO
MAS NÃO É PRIVILÉGIO DE POUCOS
PODEMOS APRENDER BRINCANDO
E AS DIFICULDADE DRIBLANDO.
 
FICA AQUI NOSSO CONVITE
DOS SÉTIMOS ANOS ENTÃO
VISITE NOSSOS STANDS
QUE NO ÁTRIO ESTÃO.
 
TEM PARÓDIAS, TEM POEMAS
E  BASTANTE CRIAÇÃO
TEM ACRÓSTICOS E CORDEIS
MAS NÃO É SÓ ISSO NÃO.

ÚNICO NO MUNDO É O MONUMENTO
QUE A UM PREFEITO DEVE A SUA CRIAÇÃO
E DA MATEMÁTICA AINDA
VOCÊ VERÁ MUITA INVENÇÃO.
 
DA CLARICE E DA ANINHA
TEM PRESTÍGIO E APTIDÃO
O TALENTO É DA VITÓRIA
E DA MARA A GRATIDÃO.
 
ESTA INTERDISCIPLINARIDADE
TEM A HONRA DE CONTAR
QUE A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA
ESTÁ EM TODO O LUGAR.
 
COMPREENDE QUE OS NÚMEROS
TRAZEM UMA RIQUÍSSIMA LIÇÃO
QUE SE DEVE CONSIDERAR
PRA O BEM DA POPULAÇÃO.
 
EVITE CONSTRANGIMENTOS
DÊ SUA CONTRIBUIÇÃO
LEVANDO SEUS ALUNOS
PARA UMA VISITAÇÃO
PRESTIGIANDO COM CARINHO
A NOSSA EXPOSIÇÃO.
 
Prof. Mara
 
 



 Teatro de fantoches explicam matemática





Diretora Filomena
 
 
 
 
 Einstein lindaaaa!!!!
 
 
 
 
 
 O número 13 e os homens das trevas




 


 


 
 


 

 
 Presente... dia da matemática
 
 

Plantando saberes...




 
 
 
 
 


Em cada stand um aprendizado
 
 



 
 
 
 

 


 
 
 





  
 
 
 
 
 
 
 
 



 
 
 

 
 
 

 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

 
 
 
 

 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Monumento à Matemática
 
 
 
Charadinhas matemáticas
 
 
 
                                      Prof.  Aninha e o produto do seu trabalho


Visitantes do 8º ano
 
 
 Diretora Filomena prestigiando o evento
 
 
 Prof. Vivian e Marcela  testando seus cálculos e descobrindo o número mágico

 
 
 Einstein e Bruno
 
  Monumento à Matemática
 
 
 Tentando montar o quadrado mágico


 
 
Diversão ara os visitantes, contando piadinhas matemáticas

 
 
 As professoras e a estudante roqueira
 
 Prof. Cleusa prestigiando...
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 Pegadinhas matemáticas


 Se a fila está grande... Pode saber que tem algo doce à espera...
Corra para a fila, responda corretamente e ganhe um brigadeiro de colher!!
 
 
 Calculando.. e acertando...


 Ao centro: monumento à matemática
 
 
 Desenho geométrico: construindo ângulos sem transferidor.!! Sim. Isso é possível!!!!
 
 
 
 
 Monumento à Matemática - localizado na cidade de Itaocara-RJ
 
 
 Prof. Lizziane esquentou a cabeça de Einstein... E agora?
 
 
 Orientadora Educacional, Midian, com o apoio de sempre :)

 
 O assunto aqui é sobre os círculos que formam o símbolo da OBM
 (Olimpíada Brasileira de Matemática)

 
 
 Depois da paródia e explicar sobre o número 10... VOCÊS SÃO 10!!!
 
 
 
 
 
 Coral estava lindo....


 
 
 
 
 
 
Explicando o número 6 e o 6º sentido
 
 
 
 
 
 Mais uma paródia


 
 
 
 
 
 Cantei!!!!
 Prof. Rosickeyle lendo poemas e cordéis








 Prof. CLeusa, Einstein, Mara, Clarice e a orientadora Midian


 Muita atenção...












 Prof. Salete


 















MONUMENTO À MATEMÁTICA
 
Em 1943, o jovem prefeito de Itaocara, Carlos Moacyr de Faria Souto, mandou construir um monumento que homenageasse a “Rainha das Ciências”.


Foi até o Rio de Janeiro e fez a encomenda a um dos maiores expoentes em matemática da época: o professor Júlio César de Mello e Souza, conhecido por Malba Tahan, da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Malba Tahan promoveu entre seus alunos um concurso para a escolha do melhor projeto. O vencedor foi Godofredo Formenti e o construtor, Italarico Alves, morador de Itaocara. O monumento é constituído por duas pirâmides hexagonais entrelaçadas.  Elas simbolizam a integração entre as civilizações orientais que floresceram no Vale do Rio Nilo - fenícios, caldeus, persas, hebreus, árabes e chineses - e os povos modernos.
 
 PLANEJAMENTO, ATENÇÃO...
MÃOS À OBRA!!!!

REGISTRO DOS MOMENTOS DE PREPARAÇÃO PARA O PROJETO INTERDISCIPLINAR "DIA DA MATEMÁTICA"

MARA - MATEMÁTICA
VITÓRIA - ARTE
CLARICE - REDAÇÃO
ANA CRISTINA - LITERATURA

 

























































 
ideias...






sisal


gravetos
folhas secas com sisal











 


O quociente e a incógnita
 
"Às folhas tantas do livro de matemática,
um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base.
Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida paralela a dela até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?" - indagou ele com ânsia radical.
"Eu sou a soma dos quadrados dos catetos,
mas pode me chamar de hipotenusa".
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética,
corresponde a almas irmãs, primos entre-si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão retas,
curvas, círculos e linhas senoidais.
Nos jardins da quarta dimensão,
escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do universo finito.
Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas e, enfim,
resolveram se casar, constituir um lar mais que um lar,
uma perpendicular.
Convidaram os padrinhos:
o poliedro e a bissetriz, e fizeram os planos, equações e diagramas para o futuro,
sonhando com uma felicicdade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos
e foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia.
Foi então que surgiu o máximo divisor comum,
frequentador de círculos concêntricos viciosos,
ofereceu-lhe,
a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, quociente percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo tanto chamado amoroso desse problema,
ele era a fração mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade,
como, aliás, em qualquer Sociedade ..."
                                           
                                                        Millôr Fernandes



Acróstico matemático
 
"Meu amor.
A uso todos os dias.
Trabalhando ou pensando.
Em você me delicio.
Minha querida matemática.
Ao dormir ou meio dia.
Tenho prazer em usar-te.
Imotal enquanto dure.
Ciência das mais belas.
Aos cálculos e ao teu lado a vida é bela"
 
 

Matemática é vida
 
"M atemática é vida.
A vida é unica.
T enha coragem e tente resolver alguns problemas da vida.
E sta é a sua chance de aprender.
M atemática não é um bicho de sete cabeças.
A coisa mais fácil para aprender matemática é se sentar, ler, compreender e exercitar.
T entar resolver problemas difíceis é uma boa alternativa.
I maginar problemas é bom.
C ompreendê-los é muito bom para uma coisa: Aprender.
A arte principal da vida é a MATEMÁTICA".         


 
sugestão de sites:
 

 








 

MÚSICA:


Vou começar por um, mas sempre preferi o dois
Ou melhor entre nós dois, eu quero algo a mais
E menos que isso, eu deixo pra depois
E três, eu não vou pensar mais em vocês
Se for pra ser eu quero par
Eu quero te mostrar
Tudo aquilo que eu ainda posso te ensinar

E as contas
São só pra te mostrar que o que conta
É a soma dos sorrisos e da paixão
A matemática do teu coração

Então deixa eu te mostrar
Que mesmo sendo difícil de explicar
Eu sei que você pode, pode me amar
Assim como eu te amo

Então deixa eu te mostrar
Que mesmo sendo difícil de explicar
Eu sei que você pode, pode me amar
Assim como eu, eu te amo

Eu vou pegar, tudo que você me der
E multiplicar como eu quiser
Pra chegar num resultado que não pode ser mudado
É fazer você feliz
Eu vou mostrar
Tudo que podemos somar
E ai de você pensar que eu vou dividir
Pois hoje é só o teu sorriso é que me faz sorrir

E as contas
São só pra te mostrar que o que conta
É a soma dos sorrisos e da paixão
A matemática do teu coração

Então deixa eu te mostrar
Que mesmo sendo difícil de explicar
Eu sei que você pode, pode me amar
Assim como eu te amo

Então deixa eu te mostrar
Que mesmo sendo difícil de explicar
Eu sei que você pode, pode me amar
Assim como eu, eu te amo (2x)

Assim como eu, eu te amo (2x)
 
 
PARÓDIA
 
Música Original: Aquarela (Toquinho e Vinícius de Moraes)

Título: "Passeio"

Tema: Sistema Métrico Decimal

 

Numa balança qualquer
Eu peso três quilos de caju e marmelo
Verifico em seguida quantos gramas possui
Minha torta de caramelo
 Com uma fita em tomo do livro
Eu meço sua espessura
Se aumento os centímetros
Em metro obtenho minha estatura
 Do comprimento à massa
Eu tenho a exata conclusão
De que metricamente
Tenho o mundo ao alcance
Da minha mão
 Calculando
Em milímetros
O quanto choveu hoje no sul
Em metros cúbicos o volume
Da hidrelétrica de Itaipu
Percorro 1291 km entre Brasília
E Aracaju
 Em mil quilogramas
Eu consigo uma tonelada encontrar
Em quilates, um diamante,
O seu peso calcular
Com massa e volume
Na altitude
O sonho de Ícaro
Eu posso alcançar
 Num terreno qualquer
Analiso mais outra medida
A chamada superfície
Contribui bastante para a nossa vida
 
Em dez mil metros quadrados
Eu cultivo um plantio seguro
E nesse rico hectare
Eu colho feliz o meu futuro
Seguindo outro caminho
Verifico a medida de capacidade
Aproveitando o momento
Para os meus conhecimentos
Aprofundar
E eu prossigo desvendando
Esse universo espetacular
De mil mililitros em um Iitro
É possível fracionar
A cada litro d'água desperdiçado
É mais um triste dado
A se notificar
 Nesse passeio a gente aprende
Exatamente a identificar
Cada unidade de medida
Que só vem acrescentar
Indispensável em nosso dia-a-dia
Nos auxilia
A interagir
Com a matemática.



FONTE:
Composição: Paulo Medeiros
Vocal: Ivanilson dos Santos da Silva
Instrumento: Marcio Magnus
Tema: Sistema Métrico Decimal
Turma: Licenciatura em Física (2º semestre)




PROBLEMA DE MALBA TAHAN:

Escrever, com quatro quatros e sinais matemáticos, uma expressão que seja igual a um número inteiro dado.

Afirmam os pacientes matemáticos que é possível escrever, com os quatro quatros, todos os números inteiros, desde 0 até 100.

Calcule e veja que interessantes os resultados a seguir.

a) 44 ÷ 44=

b) (4 ÷ 4) + (4 ÷ 4)=

c) (4 + 4 + 4) ÷ 4=

d) 4 + (4 - 4) ÷ 4=

e) [(4 x 4) + 4] ÷ 4=

f) 4 + [(4+4) ÷ 4]=

g) (4 + 4) - (4 ÷ 4)=

h) 4 + 4 + 4 – 4=

i) (4 + 4) + (4 ÷ 4)=

j) (44 - 4) ÷ 4=



PROBLEMA DOS OLHOS PRETOS E AZUIS

Malba Tahan

        "Tenho cinco lindas escravas (…) Dessas cinco encantadoras meninas, duas têm olhos negros, as três restantes têm olhos azuis. As duas escravas de olhos negros, quando interrogadas dizem sempre a verdade; as escravas de olhos azuis, ao contrário, são mentirosas, isto é nunca dizem a verdade. Dentro de alguns minutos, essas cinco jovens serão conduzidas a este salão: todas elas terão o rosto inteiramente oculto por um espesso véu, que torna impossível, em qualquer delas, o menor traço fisionômico. Terás de descobrir e indicar, sem a menor possibilidade de erro, quais as raparigas de olhos negros e quais as de olhos azuis. Poderás interrogar três das cinco escravas, não sendo permitido, em caso algum, fazer mais de uma pergunta à mesma jovem. Com o auxílio das três respostas obtidas, o problema deverá ser solucionado, sendo a solução justificada com todo o rigor matemático. E as perguntas devem ser de tal natureza que só as próprias escravas sejam capazes de responder com perfeito conhecimento.

                (…) Beremiz aproximou-se da primeira escrava e perguntou-lhe com voz firme e pausada:

                - De que cor são os teus olhos?

        Por Alá! A interpelada respondeu em dialeto chinês, totalmente desconhecido pelos muçulmanos presentes! (…)

                Beremiz, que o insucesso não havia conseguido desalentar, voltou-se para a segunda escrava e interrogou-a:

                - Qual foi a resposta que a sua companheira acabou de proferir?

                Disse a segunda escrava:

                - As palavras dela foram: “Os meus olhos são azuis.”

(…) A terceira escrava foi interpelada a seguir da seguinte forma:

                - De que cor são os olhos dessas duas jovens que acabo de interrogar?

(…)

                - A primeira tem os olhos negros e a segunda azuis.

- (…) O problema proposto está inteiramente resolvido e a sua solução pode ser anunciada com absoluto rigor matemático. A primeira escrava tem olhos negros, a segunda tem olhos azuis, a terceira tem olhos negros e as duas últimas têm olhos azuis!

(…) De que modo poderá demonstrar que não havia, na resposta final, a menor possibilidade de erro?





UM ENIGMÁTICO PROBLEMA COM FRAÇÕES
 
Malba Tahan



As frações têm servido de inspiração para muitos problemas que são verdadeiros quebra-cabeças. No entanto, há problemas criados com tanta engenhosidade que se tornam encantadores e surpreendentes. Vamos apresentar a vocês um desses problemas. Ele tem uma história e esta tem um herói: um fictício matemático árabe chamado Beremiz Samir. Tudo se passa na época em que os matemáticos árabes eram os melhores do mundo, por volta do século X.
Nosso herói Beremiz viajava com um amigo pelo deserto, ambos montados em um único camelo, quando encontram três homens discutindo acaloradamente.
 
Eram três irmãos. Haviam recebido uma herança de 35 camelos do pai, sendo a metade para o mais velho, a terça parte para o irmão do meio e a nona parte para o irmão mais moço. O motivo da discussão era a dificuldade em dividir a herança:
 
§  O mais velho receberia a metade. Acontece que a metade de 35 camelos corresponde a 17 camelos inteiros mais meio camelo!
§  O irmão do meio receberia a terça parte, ou seja, 35 dividido por 3, o que resulta em 11 camelos inteiros mais  de camelo!
§  O caçula receberia a nona parte de 35 camelos, ou seja, 3 camelos inteiros e  de camelo!
Naturalmente, cortar camelos em partes para repartir a herança seria destruí-la. Ao mesmo tempo, nenhum irmão queria ceder à fração de camelos ao outro. Mas o sábio Beremiz resolveu o problema. Vejamos o que ele propôs:
- Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui vos trouxe.
Os camelos agora são 36 e a divisão é fácil:
. o mais velho recebe:  de 36 = 18
. o irmão do meio recebe:  de 36 = 12
. o caçula recebe:  de 36 = 4
Os irmãos nada têm a reclamar. Cada um deles ganha mais do que receberia antes. Todos saem lucrando.
 
Todos lucraram? E nosso herói Beremiz que perdeu um camelo?
 
Ouçamos de novo nosso matemático:
 
- O primeiro dos irmãos recebeu 18, o segundo, 12 e o terceiro, 4. O total é 18 + 12 + 4 = 34 camelos. Sobram, 2 camelos. Um deles pertence a meu amigo. Foi emprestado a vocês para permitir a partilha da herança, mas agora pode ser devolvido. O outro camelo que sobra, fica para mim, por ter resolvido a contento de todos,  este complicado problema de herança.
 
Veja, colega, que intrigante mistério! Os três irmãos lucraram e Beremiz também! Como isso é possível? De onde surgiu o camelo "a mais"?
Agora, pense um pouco, releia a história e tente decifrar o mistério.
O interessante problema que examinamos foi extraído de uma das obras do talentoso professor de Matemática e prolífico escritor brasileiro Júlio César de Mello e Souza, que escreveu mais de cem obras, muitas delas abordando o lado recreativo e histórico da Matemática.
Seu nome é, no entanto, pouco conhecido. A razão é que ele assinou a maioria de suas obras com o pseudônimo de Malba Tahan.
"O homem que calculava" é o livro mais famoso de Malba Tahan. Converteu-se em um clássico da recreação matemática e da literatura juvenil. Foi daí que retiramos o intrigante enigma dos 35 camelos, esperando que nossos leitores, percebendo o engenho e a arte do autor, venham a ler a narrativa integral das aventuras matemáticas de Beremiz Samir.
 
Sugestão de leitura: O homem que Calculava –
 Malba Tahan - Editora Record