Preparação e Motivação...
Organização e Planejamento...
Execução e Treinamento...
Exposição!
Mangá by Isis Carla - 7ºD 2015
6 DE MAIO - DIA DA MATEMÁTICA!!
Desenho feito por Isis Carla - 7ºD e João Pedro 7ºD/2015
Mangá da Professora Mara
6 de maio, por quê ?
... em cordel
A data pouco lembrada
é o dia 6 de maio
mas há tempos comemorada
pela sociedade matemática.
veio de uma deputada
que para a educação a instituiu.
E a partir desse momento
em junho de 2013
esta lei tão sonhada
enfim foi sancionada
pela presidenta do Brasil.
pra que esta área do conhecimento
com suas aplicações e história
ganhasse reconhecimento.
Justa foi a homenagem
incentivando a cultura e o saber
deu-se o título à Malba Tahan
cujo pseudônimo precisou ter.
Milagre, santo de casa não faz não
pseudônimo estrangeiro
pra merecer publicação
Ali Salim Malba Tahan
árabe não era não.
Centenas de livros escreveu
história, didática, romance, recreação
o mais famoso “O homem que calculva”
entre xeiques, vizires, magos e sultão.
Números para Malba seres vivos são:
felizes, mágicos, tabuada uma tribulação
para quê dar zero ao aluno
se tantos outros números hão?
Pra comemorar esta data
o carioca me inspira
com “Os números governam o mundo”
uma exposição nos fascina.
A história da Matemática
foi registrada em monumento
o único existente no mundo
em Itaocara veio a intento.
Visionário e prefeito já era
tão jovem fez a homenagem
Carlos Moacyr de Faria Couto
com mil réis premiou
Italarico Alves.
Formas foram gravadas
conceitos, postulados e teorias
raiz quadrada, pi e binômios
logaritmos e trigonometria.
Preste agora muita atenção
Pra encerrar a nossa trova
“Se Deus é o grande geômetra”
“Matemática é poesia da forma.”
Profª. Mara
A EXPOSIÇÃO FOI UM SUCESSO, POIS FOI PRECEDIDA PELO ENVOLVIMENTO, ENTUSIASMO, DEDICAÇÃO, CARINHO E... MUITA PESQUISA REALIZADA PELOS ALUNOS DOS 7º ANOS DO SESC CIDADANIA!
SIMPLESMENTE, AMAMOS!!!!!!!!!!
Vídeo NÚMERO 7 - EQUIPE 7ºE
Teatro de Fantoches
“Canção excêntrica”,
de Cecília Meireles.
Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
– saudosa do que não faço,
– do que faço, arrependida.
FONTE: MEIRELES, Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 80.
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
– saudosa do que não faço,
– do que faço, arrependida.
FONTE: MEIRELES, Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 80.
CONVITE PARA A EXPOSIÇÃO:
DIVULGAR
A MATEMÁTICA
QUE TEM
TANTA APLICAÇÃO
É O SONHO DOS ALUNOS
É O SONHO DOS ALUNOS
QUE DERAM SUA CONTRIBUIÇÃO.
ASSIM
SE ESTABELECEU
QUE A
DIFICULDADE É UM MITO
E QUE
APRENDER MATEMÁTICA
REQUER DEDICAÇÃO E CAPRICHO.
RACIOCÍNIO
É NECESSÁRIO
MAS NÃO
É PRIVILÉGIO DE POUCOS
PODEMOS
APRENDER BRINCANDO
E AS DIFICULDADE DRIBLANDO.
FICA
AQUI NOSSO CONVITE
DOS
SÉTIMOS ANOS ENTÃO
VISITE
NOSSOS STANDS
QUE NO ÁTRIO ESTÃO.
TEM
PARÓDIAS, TEM POEMAS
E
BASTANTE CRIAÇÃO
TEM
ACRÓSTICOS E CORDEIS
MAS NÃO É SÓ ISSO NÃO.
ÚNICO
NO MUNDO É O MONUMENTO
QUE A
UM PREFEITO DEVE A SUA CRIAÇÃO
E DA
MATEMÁTICA AINDA
VOCÊ VERÁ MUITA INVENÇÃO.
DA
CLARICE E DA ANINHA
TEM
PRESTÍGIO E APTIDÃO
O
TALENTO É DA VITÓRIA
E DA MARA A GRATIDÃO.
ESTA
INTERDISCIPLINARIDADE
TEM A
HONRA DE CONTAR
QUE A HISTÓRIA
DA MATEMÁTICA
ESTÁ EM TODO O LUGAR.
COMPREENDE
QUE OS NÚMEROS
TRAZEM
UMA RIQUÍSSIMA LIÇÃO
QUE SE
DEVE CONSIDERAR
PRA O BEM DA POPULAÇÃO.
EVITE
CONSTRANGIMENTOS
DÊ SUA
CONTRIBUIÇÃO
LEVANDO
SEUS ALUNOS
PARA
UMA VISITAÇÃO
PRESTIGIANDO
COM CARINHO
A NOSSA EXPOSIÇÃO.
Prof. Mara
Diretora Filomena
Einstein lindaaaa!!!!
O número 13 e os homens das trevas
Presente... dia da matemática
Plantando saberes...
Em cada stand um aprendizado



Monumento à Matemática
Prof. Aninha e o produto do seu trabalho
Visitantes do 8º ano
Diretora Filomena prestigiando o evento
Prof. Vivian e Marcela testando seus cálculos e descobrindo o número mágico
Einstein e Bruno
Monumento à Matemática
Tentando montar o quadrado mágico
Diversão ara os visitantes, contando piadinhas matemáticas
As professoras e a estudante roqueira
Prof. Cleusa prestigiando...
Pegadinhas matemáticas
Se a fila está grande... Pode saber que tem algo doce à espera...
Corra para a fila, responda corretamente e ganhe um brigadeiro de colher!!
Ao centro: monumento à matemática
Desenho geométrico: construindo ângulos sem transferidor.!! Sim. Isso é possível!!!!
Monumento à Matemática - localizado na cidade de Itaocara-RJ
Prof. Lizziane esquentou a cabeça de Einstein... E agora?
Orientadora Educacional, Midian, com o apoio de sempre :)
O assunto aqui é sobre os círculos que formam o símbolo da OBM
(Olimpíada Brasileira de Matemática)
Depois da paródia e explicar sobre o número 10... VOCÊS SÃO 10!!!
Coral estava lindo....
Explicando o número 6 e o 6º sentido
Mais uma paródia
Cantei!!!!
Prof. Rosickeyle lendo poemas e cordéis
Prof. CLeusa, Einstein, Mara, Clarice e a orientadora Midian
Muita atenção...
Prof. Salete
MONUMENTO À MATEMÁTICA
Em 1943, o jovem prefeito de Itaocara, Carlos Moacyr de Faria Souto, mandou construir um monumento que homenageasse a “Rainha das
Ciências”.

Foi até o Rio de Janeiro e fez a encomenda a um dos maiores expoentes em matemática da época: o professor Júlio César de Mello e Souza, conhecido por Malba Tahan, da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Malba Tahan promoveu entre seus alunos um concurso para a escolha do melhor projeto. O vencedor foi Godofredo Formenti e o construtor, Italarico Alves, morador de Itaocara. O monumento é constituído por duas pirâmides hexagonais entrelaçadas. Elas simbolizam a integração entre as civilizações orientais que floresceram no Vale do Rio Nilo - fenícios, caldeus, persas, hebreus, árabes e chineses - e os povos modernos.

Foi até o Rio de Janeiro e fez a encomenda a um dos maiores expoentes em matemática da época: o professor Júlio César de Mello e Souza, conhecido por Malba Tahan, da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Malba Tahan promoveu entre seus alunos um concurso para a escolha do melhor projeto. O vencedor foi Godofredo Formenti e o construtor, Italarico Alves, morador de Itaocara. O monumento é constituído por duas pirâmides hexagonais entrelaçadas. Elas simbolizam a integração entre as civilizações orientais que floresceram no Vale do Rio Nilo - fenícios, caldeus, persas, hebreus, árabes e chineses - e os povos modernos.
PLANEJAMENTO, ATENÇÃO...
MÃOS À OBRA!!!!
REGISTRO DOS MOMENTOS DE PREPARAÇÃO PARA O PROJETO INTERDISCIPLINAR "DIA DA MATEMÁTICA"
MARA - MATEMÁTICA
VITÓRIA - ARTE
CLARICE - REDAÇÃO
ANA CRISTINA - LITERATURA
MÃOS À OBRA!!!!
REGISTRO DOS MOMENTOS DE PREPARAÇÃO PARA O PROJETO INTERDISCIPLINAR "DIA DA MATEMÁTICA"
MARA - MATEMÁTICA
VITÓRIA - ARTE
CLARICE - REDAÇÃO
ANA CRISTINA - LITERATURA
ideias...

gravetos


O quociente e a incógnita
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"Às folhas tantas do livro de matemática,
um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base. Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida paralela a dela até que se encontraram no infinito. "Quem és tu?" - indagou ele com ânsia radical. "Eu sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de hipotenusa". E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a almas irmãs, primos entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão retas, curvas, círculos e linhas senoidais. Nos jardins da quarta dimensão, escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do universo finito. Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas e, enfim, resolveram se casar, constituir um lar mais que um lar, uma perpendicular. Convidaram os padrinhos: o poliedro e a bissetriz, e fizeram os planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicicdade integral e diferencial. E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos e foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia. Foi então que surgiu o máximo divisor comum, frequentador de círculos concêntricos viciosos, ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum. Ele, quociente percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade. Era o triângulo tanto chamado amoroso desse problema, ele era a fração mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade, como, aliás, em qualquer Sociedade ..."
Millôr Fernandes
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Acróstico matemático
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|||||||||
"Meu amor.
A uso todos os dias. Trabalhando ou pensando. Em você me delicio. Minha querida matemática. Ao dormir ou meio dia. Tenho prazer em usar-te. Imotal enquanto dure. Ciência das mais belas. Aos cálculos e ao teu lado a vida é bela"
http://www.somatematica.com.br/piadas2.php
(piadas matemáticas)
MÚSICA:
Vou começar por um, mas sempre preferi o dois
Ou melhor entre nós dois, eu quero algo a mais E menos que isso, eu deixo pra depois E três, eu não vou pensar mais em vocês Se for pra ser eu quero par Eu quero te mostrar Tudo aquilo que eu ainda posso te ensinar E as contas São só pra te mostrar que o que conta É a soma dos sorrisos e da paixão A matemática do teu coração Então deixa eu te mostrar Que mesmo sendo difícil de explicar Eu sei que você pode, pode me amar Assim como eu te amo Então deixa eu te mostrar Que mesmo sendo difícil de explicar Eu sei que você pode, pode me amar Assim como eu, eu te amo Eu vou pegar, tudo que você me der E multiplicar como eu quiser Pra chegar num resultado que não pode ser mudado É fazer você feliz Eu vou mostrar Tudo que podemos somar E ai de você pensar que eu vou dividir Pois hoje é só o teu sorriso é que me faz sorrir E as contas São só pra te mostrar que o que conta É a soma dos sorrisos e da paixão A matemática do teu coração Então deixa eu te mostrar Que mesmo sendo difícil de explicar Eu sei que você pode, pode me amar Assim como eu te amo Então deixa eu te mostrar Que mesmo sendo difícil de explicar Eu sei que você pode, pode me amar Assim como eu, eu te amo (2x) Assim como eu, eu te amo (2x)
PARÓDIA
Música Original: Aquarela (Toquinho e Vinícius de Moraes)
Título: "Passeio"
Tema: Sistema Métrico Decimal
Numa balança qualquer
Eu peso três quilos de caju e marmelo
Verifico em seguida quantos gramas possui
Minha torta de caramelo
Com uma fita em tomo do livro
Eu meço sua espessura
Se aumento os centímetros
Em metro obtenho minha estatura
Do comprimento à massa
Eu tenho a exata conclusão
De que metricamente
Tenho o mundo ao alcance
Da minha mão
Calculando
Em milímetros
O quanto choveu hoje no sul
Em metros cúbicos o volume
Da hidrelétrica de Itaipu
Percorro 1291 km entre Brasília
E Aracaju
Em mil quilogramas
Eu consigo uma tonelada encontrar
Em quilates, um diamante,
O seu peso calcular
Com massa e volume
Na altitude
O sonho de Ícaro
Eu posso alcançar
Num terreno qualquer
Analiso mais outra medida
A chamada superfície
Contribui bastante para a nossa vida
Em dez mil metros quadrados
Eu cultivo um plantio seguro
E nesse rico hectare
Eu colho feliz o meu futuro
Seguindo outro caminho
Verifico a medida de capacidade
Aproveitando o momento
Para os meus conhecimentos
Aprofundar
E eu prossigo desvendando
Esse universo espetacular
De mil mililitros em um Iitro
É possível fracionar
A cada litro d'água desperdiçado
É mais um triste dado
A se notificar
Nesse passeio a gente aprende
Exatamente a identificar
Cada unidade de medida
Que só vem acrescentar
Indispensável em nosso dia-a-dia
Nos auxilia
A interagir
Com a matemática.
FONTE:
Composição: Paulo Medeiros
Vocal: Ivanilson dos Santos da SilvaInstrumento: Marcio Magnus Tema: Sistema Métrico Decimal Turma: Licenciatura em Física (2º semestre) PROBLEMA DE MALBA TAHAN:
Escrever, com quatro quatros e
sinais matemáticos, uma expressão que seja igual a um número inteiro dado.
Afirmam
os pacientes matemáticos que é possível escrever, com os quatro quatros, todos
os números inteiros, desde 0 até 100.
Calcule
e veja que interessantes os resultados a seguir.
a) 44 ÷ 44=
b) (4 ÷ 4) + (4 ÷ 4)=
c) (4 + 4 + 4) ÷ 4=
d) 4 + (4 - 4) ÷ 4=
e) [(4 x 4) + 4] ÷ 4=
f) 4 + [(4+4) ÷ 4]=
g) (4 + 4) - (4 ÷ 4)=
h) 4 + 4 + 4 – 4=
i) (4 + 4) + (4 ÷ 4)=
j) (44 - 4) ÷ 4=
PROBLEMA
DOS OLHOS PRETOS E AZUIS
Malba
Tahan
"Tenho cinco lindas escravas (…) Dessas cinco
encantadoras meninas, duas têm olhos negros, as três restantes têm olhos azuis.
As duas escravas de olhos negros, quando interrogadas dizem sempre a verdade;
as escravas de olhos azuis, ao contrário, são mentirosas, isto é nunca dizem a
verdade. Dentro de alguns minutos, essas cinco jovens serão conduzidas a este
salão: todas elas terão o rosto inteiramente oculto por um espesso véu, que
torna impossível, em qualquer delas, o menor traço fisionômico. Terás de
descobrir e indicar, sem a menor possibilidade de erro, quais as raparigas de
olhos negros e quais as de olhos azuis. Poderás interrogar três das cinco
escravas, não sendo permitido, em caso algum, fazer mais de uma pergunta à
mesma jovem. Com o auxílio das três respostas obtidas, o problema deverá ser
solucionado, sendo a solução justificada com todo o rigor matemático. E as
perguntas devem ser de tal natureza que só as próprias escravas sejam capazes
de responder com perfeito conhecimento.
(…)
Beremiz aproximou-se da primeira escrava e perguntou-lhe com voz firme e
pausada:
-
De que cor são os teus olhos?
Por Alá! A interpelada respondeu em dialeto chinês,
totalmente desconhecido pelos muçulmanos presentes! (…)
Beremiz,
que o insucesso não havia conseguido desalentar, voltou-se para a segunda
escrava e interrogou-a:
-
Qual foi a resposta que a sua companheira acabou de proferir?
Disse
a segunda escrava:
-
As palavras dela foram: “Os meus olhos são azuis.”
(…) A terceira escrava foi
interpelada a seguir da seguinte forma:
-
De que cor são os olhos dessas duas jovens que acabo de interrogar?
(…)
-
A primeira tem os olhos negros e a segunda azuis.
- (…) O problema proposto está
inteiramente resolvido e a sua solução pode ser anunciada com absoluto rigor
matemático. A primeira escrava tem olhos negros, a segunda tem olhos azuis, a
terceira tem olhos negros e as duas últimas têm olhos azuis!
(…) De que modo poderá demonstrar
que não havia, na resposta final, a menor possibilidade de erro?
UM ENIGMÁTICO PROBLEMA COM FRAÇÕES
As
frações têm servido de inspiração para muitos problemas que são verdadeiros
quebra-cabeças. No entanto, há problemas criados com tanta engenhosidade que se
tornam encantadores e surpreendentes. Vamos apresentar a vocês um desses
problemas. Ele tem uma história e esta tem um herói: um fictício matemático
árabe chamado Beremiz Samir. Tudo se passa na época em que os matemáticos
árabes eram os melhores do mundo, por volta do século X.
Nosso
herói Beremiz viajava com um amigo pelo deserto, ambos montados em um único
camelo, quando encontram três homens discutindo acaloradamente.
Eram três irmãos.
Haviam recebido uma herança de 35 camelos do pai, sendo a metade
para o mais velho, a terça parte para o irmão do meio e a
nona
parte para o irmão mais moço. O motivo da discussão era a dificuldade
em dividir a herança:
§ O
mais velho receberia a metade. Acontece que a metade de 35 camelos corresponde
a 17 camelos inteiros mais meio camelo!
§ O
irmão do meio receberia a terça parte, ou seja, 35 dividido por 3, o que
resulta em 11 camelos inteiros mais
![]()
§ O
caçula receberia a nona parte de 35 camelos, ou seja, 3 camelos inteiros e
![]()
Naturalmente,
cortar camelos em partes para repartir a herança seria destruí-la. Ao mesmo
tempo, nenhum irmão queria ceder à fração de camelos ao outro. Mas o sábio
Beremiz resolveu o problema. Vejamos o que ele propôs:
-
Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos
35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui vos trouxe.
Os
camelos agora são 36 e a divisão é fácil:
. o mais velho recebe:
![]()
. o irmão do meio recebe:
![]()
. o caçula recebe:
![]()
Os irmãos nada têm a reclamar. Cada um deles
ganha mais do que receberia antes. Todos saem lucrando.
Todos lucraram? E nosso herói Beremiz que
perdeu um camelo?
Ouçamos de novo nosso matemático:
- O primeiro dos irmãos recebeu 18, o segundo, 12 e o terceiro, 4. O total é 18
+ 12 + 4 = 34 camelos. Sobram, 2 camelos. Um deles pertence a meu amigo.
Foi emprestado a vocês para permitir a partilha da herança, mas agora pode ser
devolvido. O outro camelo que sobra, fica para mim, por ter resolvido a
contento de todos, este complicado
problema de herança.
Veja, colega, que
intrigante mistério! Os três irmãos lucraram e Beremiz também! Como isso é
possível? De onde surgiu o camelo "a mais"?
Agora, pense um pouco, releia a história e
tente decifrar o mistério.
O
interessante problema que examinamos foi extraído de uma das obras do talentoso
professor de Matemática e prolífico escritor brasileiro Júlio César de Mello e
Souza, que escreveu mais de cem obras, muitas delas abordando o lado recreativo
e histórico da Matemática.
Seu
nome é, no entanto, pouco conhecido. A razão é que ele assinou a maioria de
suas obras com o pseudônimo de Malba Tahan.
"O
homem que calculava" é o livro mais famoso de Malba Tahan. Converteu-se em
um clássico da recreação matemática e da literatura juvenil. Foi daí que
retiramos o intrigante enigma dos 35 camelos, esperando que nossos leitores,
percebendo o engenho e a arte do autor, venham a ler a narrativa integral das
aventuras matemáticas de Beremiz Samir.
Sugestão de leitura: O homem que
Calculava –
Malba Tahan - Editora Record
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